O isolamento imposto pelos hospitais psiquiátricos aos seus internos desenvolve um afrouxamento no comportamento social, tornando-os alheios até mesmo a certos hábitos do dia a dia. Com esta referência, desenvolvemos e apresentamos o relato de uma pesquisa de campo de caráter exploratório que recuperou o histórico do cotidiano de cinco pessoas egressas de um hospital psiquiátrico com o objetivo de explicitar se elas desempenham, com independência, as atividades da vida diária. Consideramos como independência a capacidade de a pessoa de gerenciar sua vida em aspectos corriqueiros, como cuidado pessoal e com seu tratamento, bem como identificar e buscar satisfazer suas demais necessidades pessoais. Os resultados confirmam a literatura no que tange à fragilidade de independência funcional produzida por internações recorrentes e prolongadas. Em nosso entender, esta questão agrava-se com a ausência de um programa de reabilitação psicossocial, que poderia contribuir para a reversão ou minimização desse quadro.
The isolation imposed by the psychiatric hospitals to its patients develops a loosening in the social behavior, turning them strange even to certain habits of the day by day. With this reference in mind, we developed and presented a report from a field research of exploratory character that recovered the history of the quotidian of five individuals discharged from a psychiatric hospital with the purpose of explaining if they carry out, with independence, their daily life activities. We considered as independence the ability an individual has of managing his own life in current aspects, such as personal care and handling his own treatment, as well as to identify and try to meet his own needs. The results confirm the literature in what concerns the fragility of functional independence produced by long and recurrent internments. Under our view, this subject becomes worse with the absence of a program of psychosocial rehabilitation, which could contribute to the improvement or minimization of that scenario.
El aislamiento impuesto por los hospitales psiquiátricos a sus internos desarrolla un ablandamiento en el comportamiento social, tornándolos ajenos hasta mismo a ciertos hábitos del día a día. Con esta referencia, desarrollamos y presentamos el relato de una investigación de campo de carácter exploratorio que recuperó el histórico del cotidiano de cinco personas egresas de un hospital psiquiátrico con el objetivo de explicitar si ellas desempeñan, con independencia, las actividades de la vida diaria. Consideramos como independencia la capacidad de la persona de administrar su vida en aspectos habituales, como cuidado personal y con su tratamiento, así como identificar y buscar satisfacer sus demás necesidades personales. Los resultados confirman la literatura en lo que se refiere a la fragilidad de independencia funcional producida por internaciones recurrentes y prolongadas. En nuestro entender, esta cuestión se agrava con la ausencia de un programa de rehabilitación psicosocial, que podría contribuir para la reversión o minimización de ese cuadro.