A INFLUÊNCIA DOS ANTECEDENTES VINCULADOS E NÃO VINCULADOS NO PROCESSAMENTO DA ANÁFORA “ELE (A) MESMO (A)”

Revista do GELNE

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ISSN: 1517-7874
Editor Chefe: Sulemi Fabiano Campos
Início Publicação: 31/05/1999
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Linguística

A INFLUÊNCIA DOS ANTECEDENTES VINCULADOS E NÃO VINCULADOS NO PROCESSAMENTO DA ANÁFORA “ELE (A) MESMO (A)”

Ano: 2013 | Volume: 15 | Número: 1
Autores: Rosana Costa de Oliveira, Márcio Martins Leitão, Elioenai Macena de Araújo
Autor Correspondente: R. C. OLIVEIRA, M. M. LEITÃO, E. M. ARAÚJO | [email protected]

Palavras-chave: Teoria da Ligação; Processamento correferencial; Anáfora;Princípio A

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Nesta pesquisa investigamos como a anáfora “ele (a) mesmo (a)” é processada por indivíduos, falantes do português brasileiro, dentro do escopo da sentença.Com base no estudo realizado por Oliveira, Leitão e Henrique (2012) em que foi investigada a atuação do princípio A da Teoria da Ligação, com o intuito de explicar a resolução correferencial da anáfora “a si mesmo (a)”, fizemos uso da mesma técnica experimental, adaptando o experimento da anáfora “a si mesmo(a)” para o termo anafórico “ele (a) mesmo (a)”. Utilizamos a técnica de leitura automonitorada, examinando o tempo de leitura da anáfora ele (a) mesmo (a) em frases que possuem tanto um antecedente disponível estruturalmente, quanto um indisponível, segundo a Teoria da Ligação (Chomsky, 1981). Os resultados obtidos neste trabalho vão na direção dos resultados encontrados por Oliveira,Leitão e Henrique (2012) com o a si mesmo (a). Podemos destacar que em ambos os trabalhos apenas os antecedentes disponíveis estruturalmente, segundo o Princípio A da Teoria da Ligação, são considerados como antecedentes legítimos da anáfora, como destaca Nicol & Swinney (1989). A única diferença encontrada diz respeito a medidas off-line que podem sugerir alguma influência do traço pronominal contido na expressão anafórica “ele (a) mesmo (a)”.