O presente trabalho analisa a atuação do Serviço Social no campo sociojurídico, considerando as contradições entre a defesa e efetivação de direitos e os limites impostos pelas condições institucionais e pela precarização do trabalho profissional. O problema de pesquisa consiste em compreender como o assistente social atua nesse campo diante das exigências do sistema de justiça e das restrições estruturais que incidem sobre o exercício profissional. O objetivo do estudo é analisar a atuação do Serviço Social no âmbito sociojurídico à luz da categoria instrumentalidade, evidenciando seus desafios, limites e potencialidades na garantia de direitos. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa qualitativa, fundamentada no método histórico-dialético, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e documental, com base em estudos recentes sobre a atuação do Serviço Social em Promotorias de Justiça, Varas da Infância e Juventude, Defensorias Públicas, Juizados especializados, processos de adoção e perícia sociojurídica. Conclui-se que a instrumentalidade crítica constitui mediação fundamental para a construção de respostas profissionais qualificadas, comprometidas com o Projeto Ético-Político do Serviço Social e com a ampliação dos direitos sociais.