A Educação Infantil constitui a primeira etapa da Educação Básica e desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança, promovendo experiências que favorecem a construção de conhecimentos, a socialização, a autonomia e a formação da identidade. Nesse contexto, as interações e as brincadeiras são reconhecidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e pela Base Nacional Comum Curricular como eixos estruturantes das práticas pedagógicas, por possibilitarem experiências significativas que articulam aspectos cognitivos, sociais, afetivos, culturais e motores. O presente artigo tem como objetivo analisar a importância das interações e das brincadeiras para o desenvolvimento integral da criança na Educação Infantil, bem como discutir o papel do professor na organização de ambientes educativos que favoreçam a aprendizagem por meio de experiências lúdicas. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, fundamentada em autores como Kishimoto (2017), Vygotsky (2007), Piaget (1978), Wallon (2007) e Freire (2021), além das orientações da Base Nacional Comum Curricular e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Os resultados evidenciam que as interações e as brincadeiras favorecem o desenvolvimento da linguagem, da imaginação, da criatividade, da autonomia, das funções cognitivas e das competências socioemocionais, constituindo elementos essenciais para uma educação centrada nos direitos de aprendizagem da criança. Conclui-se que a organização de práticas pedagógicas fundamentadas nas brincadeiras e nas interações contribui para a construção de uma escola mais participativa, democrática e comprometida com o desenvolvimento integral da infância.