A Educação Física escolar integra a cultura corporal ao processo educativo e, quando planejada com intencionalidade pedagógica, pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo e para a aprendizagem dos estudantes. A neurociência, ao explicar como o cérebro aprende e se adapta às experiências, oferece fundamentos para qualificar a organização das práticas corporais no ambiente escolar, favorecendo abordagens que mobilizam atenção, autorregulação e funções executivas. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi investigar os contextos escolares de aprendizagem, buscando compreender de que maneira os alunos aprendem com mais eficácia e quais os benefícios da prática da educação física quando associada aos princípios da neurociência. Trata-se de uma revisão integrativa, conduzida em bases de dados nacionais e internacionais, com seleção e análise de estudos alinhados ao tema, seguida de sistematização dos resultados em categorias. A análise e interpretação
do material foram realizadas por meio da análise de conteúdo de Bardin, com apoio do software NVivo para organização, codificação e visualização do corpus, incluindo codificação In Vivo e recursos de busca e categorização. Os resultados indicaram que a eficácia da aprendizagem se relaciona à qualidade do contexto pedagógico e à complexidade cognitiva das tarefas propostas, destacando metodologias como jogos e criação de jogos, práticas corporais estruturadas, tecnologias e
exergames mediadas, aprendizagem autorregulada e ambientes de aprendizagem enriquecidos. Conclui-se que a integração entre neurociência e Educação Física escolar depende da mediação docente e do planejamento didático do movimento, não sendo efeito automático do aumento de intensidade ou repetição motora.