Interseccionalidades de raça, gênero, machismo e sexismo na literatura insurgente de Lima Barreto

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Interseccionalidades de raça, gênero, machismo e sexismo na literatura insurgente de Lima Barreto

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 3
Autores: E. N. Vieira
Autor Correspondente: E. N. Vieira | [email protected]

Palavras-chave: Raça, Racismo, Gênero, Interseccionalidades

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Esse texto é uma viagem literária, musical, pop, idiossincrática e sub-reptícia por um caminho perscrutador das minhas subjetividades como homem, negro, professor, morador de periferia e militante social com duas obras literárias do escritor Lima Barreto: “Clara dos Anjos” e “Recordações do Escrivão Isaías Caminha” e as interseccionalidades de raça, gênero, machismo e sexismo presentes nos romances. Faço isso com a ajuda de Kilomba (2019), Beauvoir (1980), hooks (1989), Cândido (1995), Fanon (2008), Freud (1995), entre outras/os. Busco situar a literatura limabarretiana no campo das literaturas insurgentes, como escritas que rompem com o canônico, com o paradigmático e insurgem contra os dogmas vigentes. Escrita insurgente, este artigo coloca-se como desafio construir novas possibilidades transgressivas e insurgentes na escrita acadêmica; por isso, opto por configurá-lo numa linguagem caleidoscópica e intersecionada, analisando e problematizando vários temas que se fragmentam nos recortes específicos e que se unem para formar um todo que representa a própria unidade idiossincrática dos sujeitos e das “sujeitas” presentes nos referenciais teóricos que ancoram o texto. As partes do ensaio compõem o todo e o todo compõe as partes; assim, a escritura funciona como um fluxo de pensamento em que não há um início e nem um fim, uma conclusão e sim um debate num momento específico, que não começa e nem termina nesse texto. Insiro no corpo do escrito os links das músicas citadas para que o/a leitor/a experimente uma leitura semiótica da investigação, intercalando a leitura com a escuta/visão das/dos músicas/clips. As seções do texto são nomeadas com letras de rap que guardam relação com o assunto a ser debatido naqueles espaços.