Este artigo discute a importância dos jogos, brinquedos e brincadeiras no desenvolvimento infantil destacando como estas atividades são essenciais, na construção da sua identidade, linguagem e cultura enquanto brincam. Considerando-as sujeitos históricos e produtores de cultura, o texto aborda o brincar como prática de liberdade e criatividade que pode contribuir para o autoconhecimento e o desenvolvimento emocional e cognitivo. Influenciado por autores como Arendt e Agamben, o artigo trata o jogo como um espaço que rompe a linearidade do tempo e permite a criança a lidar com o mundo de forma simbólica e transformadora. A prática do brincar é concebida como um direito fundamental da criança, que ao brincar não apenas se diverte, mas também busca as informações desejadas, estabelece conexões, experimenta sensações e é motivada pela necessidade interior, realizada pela própria atividade. O texto enfatiza também a necessidade de ambientes que favoreçam a brincadeira livre e espontânea, sem imposições pedagógicas excessivas, permitindo que a criança explore suas capacidades de forma autônoma e criativa. O papel do educador se mostra fundamental neste processo. O professor deverá ser um facilitador promovendo um ambiente que valorize a expressão infantil em suas diversas formas de comunicação, corporal com gestos e movimentos e linguagens não verbais. Ao retomar sua própria dimensão brincante, o educador e o adulto contribuam para criação de um espaço pedagógico que valorize o brincar, essencial para o desenvolvimento integral da criança e sua preparação para o mundo adulto.