John Rawls e Amartya Sen: a justiça contemporânea a partir do debate entre a equidade dos bens e a liberdade das capacidades

Revista Opinião Jurídica

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ISSN: 2447-6641
Editor Chefe: Fayga Bedê
Início Publicação: 30/04/2003
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Direito

John Rawls e Amartya Sen: a justiça contemporânea a partir do debate entre a equidade dos bens e a liberdade das capacidades

Ano: 2026 | Volume: 24 | Número: 45
Autores: Cássius Guimarães Chai, Delmo Mattos da Silva, Manoel Ferreira Ramos
Autor Correspondente: Cássius Guimarães Chai | [email protected]

Palavras-chave: John Rawls, Amartya Sen, teoria da justiça, bens primários, capacidades.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Contexto:O presente artigo analisa e relaciona as teorias contemporâneas da justiça de John Rawls e Amartya Sen em um recorte concernente às liberdades na visão de cada autor, com base nos pontos de convergência e divergência entre ambos. Para tanto, observa-se a teoria da justiça elaborada por John Rawls, bem como as críticas apontadas por Amartya Sen acerca dos estudos hipotéticos do filósofo norte-americano, voltados para a obtenção dos bens primários como concretude da justiça ideal.Objetivos:De modo geral, objetiva-se promover um debate sobre o que Sen propôs à teoria rawlsiana e as alternativas apontadas como caminhos mais palpáveis de melhorias direcionadas à sociedade. Especificamente, busca-se identificar os princípios descritos na teoria da justiça de Rawls; seguidamente, intenta-se analisar como Sen prioriza as capacidades em seus estudos; e, por fim, almeja-se destacar os pontos de divergência elaborados por Sen à teoria de Rawls.Método: A metodologia adotada é a análise bibliográfica, a partir de livros e artigos científicos inerentes ao tema, com abordagem qualitativa, objetivos críticos-descritivos e raciocínio indutivo, cujo percurso analisa a Teoria da Justiça, de John Rawls, somado ao que Amartya Sen pontuou como contraproposta à equidade rawlsiana. Resultados:Verifica-se que os apontamentos de Sen em relação à Teoria da Justiça de Rawls contribuíram para o debate contemporâneo sobre o que é justiça, tendo em vista a sistematização dos fundamentos examinados, de forma a reconhecer o caráter não exauriente desta investigação e seu potencial para fomentar novos estudos na área.Conclusões:Tem-se que o posicionamento do economista indiano surge como uma tentativa de preencher as lacunas contidas nas afirmações de Rawls quanto aos caracteres externos existentes na teoria das capacidades, o que demonstra o caráter atemporal do debate acerca do justo inserido em uma sociedade.



Resumo Inglês:

Context:This article analyzes and compares the contemporary theories of justice developed by John Rawls and Amartya Sen, focusing on each author's view of freedoms and based on the points of convergence and divergence between the two. To this end, we examine John Rawls' theory of justice, as well as Amartya Sen's criticisms of the American philosopher's hypothetical studies,which focus on the acquisition of primary goods as the embodiment of ideal justice.Objectives: In general, the objective is to promote a debate on what Sen proposed to Rawlsian theory and the alternatives pointed out as more tangible paths for improvements directed at society. Specifically, we seek to identify the principles described in Rawls' theory of justice; then, we attempt to analyze how Sen prioritizes capabilities in his studies; and, finally, we aim to highlight the points of divergence elaborated by Sen in relation to Rawls' theory. Method: The methodology adopted is bibliographic analysis, based on books and scientific articles related to the topic, with a qualitative approach, critical-descriptive objectives, and inductive reasoning,which analyzes John Rawls' Theory of Justice, added to what Amartya Sen pointed out as a counterproposal to Rawlsian equity. Results:It is verified that Sen's notes on Rawls' Theory of Justice contribute to the contemporary debate on what justice is, considering the systematization of the examined fundamentals, in order to recognize the non-exhaustive nature of this investigation and its potential to foster new studies in the area.Conclusions: The Indian economist's position emerges as an attempt to fill the gaps in Rawls' statements regarding the external characteristics existing in the theory of capabilities, which demonstrates the timeless nature of the debate about justice in society.



Resumo Espanhol:

Contexto:El presente artículo analiza y relaciona las teorías contemporáneas de la justicia de John Rawls y Amartya Sen en un recorte relativo a las libertades en la visión de cada autor, basándose en los puntos de convergencia ydivergencia entre ambos. Para ello, se observa la teoría de la justicia elaborada por John Rawls, así como las críticas señaladas por Amartya Sen sobre los estudios hipotéticos del filósofo estadounidense, orientados a la obtención de los bienes primarioscomo concreción de la justicia ideal.Objetivos:En general, se pretende promover un debate sobre lo que Sen propuso a la teoría rawlsiana y las alternativas señaladas como vías más palpables de mejoras dirigidas a la sociedad. En concreto, se busca identificar los principios descritos en la teoría de la justicia de Rawls; a continuación, se intenta analizar cómo Sen prioriza las capacidades en sus estudios; y, por último, se pretende destacar los puntos de divergencia elaborados por Sen con respecto a la teoría de Rawls.Método: La metodología adoptada es el análisis bibliográfico, a partir de libros y artículos científicos inherentes al tema, con un enfoque cualitativo, objetivos crítico-descriptivos y razonamiento inductivo, cuyo recorrido analiza la Teoría de la Justicia, de John Rawls, sumada a lo que Amartya Sen señaló como contrapropuesta a la equidad rawlsiana. Resultados:Se comprueba que las observaciones de Sen en relación con la Teoría de la Justicia de Rawls contribuyen al debate contemporáneo sobre lo que es la justicia, teniendo en cuenta la sistematización de los fundamentos examinados, a fin de reconocer el carácter no exhaustivo de esta investigación y su potencial para fomentar nuevos estudios en la área.Conclusiones:Se considera que la posición del economista indio surge como un intento de llenar las lagunas contenidas en las afirmaciones de Rawls sobre los caracteres externos existentes en la teoría de las capacidades, lo que demuestra el carácter atemporal del debate sobre lo justo en una sociedad.