Judith Navarro (1910-1987): uma voz silenciada/cancelada(?)

Convergência Lusíada

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ISSN: 2316-6134
Editor Chefe: Ida Alves
Início Publicação: 15/05/2024
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Artes, Área de Estudo: Letras

Judith Navarro (1910-1987): uma voz silenciada/cancelada(?)

Ano: 2025 | Volume: 36 | Número: 54
Autores: Jorge Vicente Valentim
Autor Correspondente: Jorge Vicente Valentim | [email protected]

Palavras-chave: Censura, Ditadura Salazarista, Ficção de autoria feminina, Judith Navarro

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A partir das definições de “cultura do cancelamento” (Castro; Libardi, 2024; Chiou, 2020; Woolf, 2020) e suas ressonâncias com determinadas práticas silenciadoras, como a censura (Cabrera, 2013; Pimentel, 2007), apresentamos uma leitura do percurso e de alguma obra da escritora portuguesa Judith Navarro (1910-1987), voz silenciada não apenas pelos tempos sombrios da ditadura salazarista, mas também pela própria crítica literária, que a reduziu a pouquíssimas linhas em apenas alguns títulos da historiografia oficial. A proposta, aqui, é a de dar visibilidade ao projeto de criação da autora, além de demonstrar a relevância de sua obra num período em que muitas mulheres resistiram ao apagamento, imposto pelo “lápis azul do acto censório” (Letria, 2023, p. 9).



Resumo Inglês:

Based on the definitions of “cancel culture” (Castro; Libardi, 2024; Chiou, 2020; Woolf, 2020) and its legacies with certain silencing practices, such as censorship (Cabrera, 2013; Pimentel, 2007), we present a reading of the career and some of the work of the Portuguese writer Judith Navarro (1910-1987), a silenced voice not only by the dark times of the Salazar dictatorship, but also by literary criticism itself, which reduced her to very few lines in just a few titles of official historiography. The proposal here is to give visibility to the author’s creative project, in addition to demonstrating the relevance of her work in a period in which many women resisted the erasure imposed by the “blue pencil of the censorship act” (Letria, 2023, p. 9).