Este artigo analisa a utilização da literatura como ferramenta didático-pedagógica no ensino da Língua Inglesa, com base em observações em sala de aula e no aporte teórico de autores como Collie & Slater (2002), Showalter (2000) e Harmer (1994), entre outros. Argumenta-se que a literatura, ao mobilizar uma linguagem rica, simbólica e multifacetada, proporciona um engajamento mais profundo dos alunos com a língua estrangeira, indo além da mera decodificação linguística e da abordagem estruturalista. Em contraste com os textos artificialmente construídos encontrados em muitos manuais didáticos, os gêneros literários, contos, poesias, romances, expõem os aprendizes a uma diversidade discursiva autêntica, permitindo-lhes compreender as sutilezas culturais e semânticas do idioma-alvo. Elementos como ritmo, rima e linguagem figurada não apenas estimulam o prazer estético, mas também promovem uma aprendizagem mais significativa, abrindo espaço para a espontaneidade comunicativa e para a reflexão crítica. Assim, a pesquisa reforça a relevância da literatura como via para uma pedagogia mais humanizada e eficaz, incentivando práticas docentes inovadoras e experiências formativas mais abrangentes no ensino de inglês como língua estrangeira. Palavras-chave: Literatura; Ensino de Língua Inglesa; Didática; Aprendizagem Significativa