A LITERATURA FORA DE SI ESCREVIVÊNCIAS: VOZES E CORPOS POTENTES DE MULHERES NEGRAS EM "BOM MESMO É ESTAR DEBAIXO D’ÁGUA", DE LUEDJI LUNA

v. 3 n. 4 (2022): Missangas DOSSIÊ [Edição Especial]: Literatura baiana e outras artes

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ISSN: 2763-5279
Editor Chefe: Celso Kallarrari
Início Publicação: 21/04/2022
Periodicidade: Semestral

A LITERATURA FORA DE SI ESCREVIVÊNCIAS: VOZES E CORPOS POTENTES DE MULHERES NEGRAS EM "BOM MESMO É ESTAR DEBAIXO D’ÁGUA", DE LUEDJI LUNA

Ano: 2022 | Volume: Especial | Número: Especial
Autores: H. F. Silva, I. T. F. Gund, M. S. Dias
Autor Correspondente: H. F. Silva | [email protected]

Palavras-chave: Arte contemporânea; Luedji Luna; Álbum visual; Intermidialidade.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo analisa o álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água(2020), da poeta, cantora e compositora baiana Luedji Luna. O objetivo é discutir as intersecções entre essa obra e outras linguagens, formas artísticas e midiáticas, em especial, por intermédio do contato entre poesia, música, performance e videoclipe, a fim de destacar a face contemporânea da arte construída em diálogos e expansões que promovem a dilatação de suas es-truturas, linguagens e fronteiras. Além disso, destaca-se a importância dessa obra artística como um instrumento de reflexão sobre questões étnico-raciais, com maior ênfase, na valorização das identidades negras e no combate ao racismo. A escolha da artista para esse árduo caminho de luta é pela afeti-vidade: o amor como ato de resistência e superação das dores sofridas pelas pessoas negras dentro de uma sociedade racista como é a nossa. Para a análise, optou-se por realizar três recortes intertextuais dentro do álbum visual: I) a canção Ain’t got no, de Nina Simone; II) o poema A noite não adormece nos olhos das mulheres, de Conceição Evaristo; III) e o poema Quase, de Tatiana Nascimento. Três obras a serem percebidas pela perspectiva intermidiática que Luedji Luna nos apresenta. Para as discussões propostas, utilizamos al-guns conceitos basilares, como intermidialidade (CLÜVER, 2007) e (JUSTINO, 2015); escrevivência(EVARISTO, 2020) e inespecificidade da arte (GARRAMUÑO, 2014).



Resumo Inglês:

This article analyzes the visual album “Bom mesmo é viver debaixo d’água” (2020), by the Bahian poet, singer and songwriter Luedji Luna. The objective is to discuss the intersections between this work and other languages, artistic and media forms, in particular, through the contact between poetry, music, performance and music video, in order to highlight the contemporary face of art built in dialogues and expansions that promote the expansion of its structures, languages and borders. In addi-tion, the importance of this artistic work is highlighted as an instrument for reflection on ethnic-racial issues, with greater emphasis on valuing black identities and combating racism. The artist’s choice for this arduous struggle is for affection: love as an act of resistance and overcoming the pain suffered by black people within a racist society such as ours. For the analysis, three intertextual clippings were chosen within the visual album: I) the song “Ain’t got no”, by Nina Simone; II) the poem “The night does not fall asleep in the eyes of women”, by Conceição Evaristo; III) and the poem “Almost”, by Tatiana Nascimento. Three works to be perceived through the intermedia perspective that Luedji Luna introduce us. For the proposed discussions, we used some basic concepts, such as intermediality (CLÜVER, 2007; JUSTINO, 2015); “escrevivência” (EVARISTO, 2020) and nonspecificity of art (GARRAMUÑO, 2014).