Este artigo aborda o uso do inventário na pesquisa sobre a presença e a relação do poeta Manoel de Barros (1916-2014) com o jornalismo impresso. O acervo formado reuniu 1.848 registros de mídia publicados entre 1928 e 2024 por 126 jornais e revistas, com destaque para veículos do Rio de Janeiro e São Paulo. Apoiado pelo método complexo, o arquivo reuniu rastros dispersos, atualizou a crítica cultural do escritor, permitiu avaliar a evolução do imaginário do poeta na mídia, preservou informações de memória e incentivou novas abordagens para descrever e compreender Manoel de Barros. O inventário se mostrou uma ferramenta eficiente para execução de um estudo e oferece subsídios para pesquisa biográfica e outras investigações a respeito de Manoel de Barros.