Este artigo tem como objetivo discutir o uso de materiais não estruturados como recursos pedagógicos na educação infantil, destacando seu potencial para promover a criatividade, a autonomia e o desenvolvimento integral das crianças. A pesquisa tem caráter qualitativo e baseia-se na análise de experiências educativas inspiradas em abordagens contemporâneas, como a Aprendizagem Criativa e a Robótica Livre. A partir da observação de práticas pedagógicas e do diálogo com documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Currículo da Cidade de São Paulo, são apresentados exemplos de como o brincar livre e a exploração sensorial podem ser integrados ao cotidiano escolar. Os resultados apontam para a importância de ambientes educativos que valorizem a experimentação, a escuta sensível e a construção de sentidos pelas crianças, contribuindo para práticas mais significativas e humanizadas.