Mediações, tipos e figurações: reflexões em torno do uso da tecnologia DNA para identificação criminal

Anuário Antropológico

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Telefone: (61) 3107-7299
ISSN: 1024302
Editor Chefe: Soraya Resende Fleischer
Início Publicação: 30/06/1976
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Antropologia

Mediações, tipos e figurações: reflexões em torno do uso da tecnologia DNA para identificação criminal

Ano: 2013 | Volume: 38 | Número: 1
Autores: Claudia Fonseca
Autor Correspondente: Claudia Fonseca | [email protected]

Palavras-chave: estudos de ciência e tecnologia, governança, bancos de perfis genéticos, criminologia

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Lançando mão de ferramentas conceituais tiradas dos estudos de ciências e tecnologia, proponho nesse artigo analisar as discussões no Brasil e em outros países do mundo em torno da criação de um banco de perfis genéticos para perseguição criminal. Recorrendo a pesquisas realizadas em contextos onde os bancos já existem há tempo, tomo como ponto de partida as objeções de certas pessoas particularmente visadas por essa tecnologia de identificação – presos, infratores juvenis, integrantes de minorias étnicas. Passo então a examinar como diferentes saberes científicos, junto com uma variedade de outros atores como a mídia, o direito, empresas de biotecnologia e militantes de direitos humanos, angariam esforços materiais e semióticos para, de variadas maneiras, dar corpo a essa nova tecnologia. Finalmente, considerando o tema da biolegalidade, considero os bancos de perfis genéticos como determinada tecnologia de governança com implicações que perpassam as fronteiras nacionais.



Resumo Inglês:

Using conceptual instruments inspired in science and technology studies, I propose to analyze contemporary discussions involving the creation of genetic databanks for criminal prosecution in Brazil and other countries. Relying on research carried out in contexts where the databanks are already in use, I begin by considering objections voiced by people who feel particularly vulnerable to this form of identification technology: prisoners, juvenile offenders, members of ethnic minorities. I go on to ask how different forms of scientific knowledge, together with the media, law, commercial business, and human rights activists muster the material and semiotic forces that give shape to this new technology. Finally, elaborating on the theme of biolegality, I situate the databanks of genetic profiles as a sort of technology of governance with implications that go well beyond national