MemorAge: proposta de treinamento de memória para idosos com transtorno neurocognitivo leve

Revista Brasileira de Terapias Cognitivas

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ISSN: 1808-5687
Editor Chefe: Carmem Beatriz Neufeld
Início Publicação: 12/07/2024
Periodicidade: Anual
Área de Estudo: Ciências da Saúde

MemorAge: proposta de treinamento de memória para idosos com transtorno neurocognitivo leve

Ano: 2025 | Volume: 21 | Número: Não se aplica
Autores: Danielle Soares de Oliveira, Valkíria dos Anjos Fonseca Sampaio da Silva, Tatiana Bochetti Argento, Giovana Gomes Paçô, Beatriz Costa Ehlers, Bernardino Fernández-Calvo, Claudia Berlim Mello, Marcus Vinicius Costa Alves, Helenice Charchat-Fichman
Autor Correspondente: Danielle Soares de Oliveira | [email protected]

Palavras-chave: Neuropsicologia, Treino cognitivo, Memória

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O aumento da expectativa de vida tem levado a um aumento nos casos de transtornos neurocognitivos entre idosos, destacando a urgência de intervenções preventivas. O treinamento cognitivo se mostra uma abordagem promissora, estimulando funções cognitivas específicas e, em alguns casos, promovendo ganhos em outras habilidades. Este estudo avaliou os efeitos do MemorAge em 15 idosos (12 mulheres e três homens), com idade entre 60 e 85 anos, diagnosticados com transtorno neurocognitivo leve. Os participantes completaram 10 sessões de treinamento em cinco semanas. Os resultados mostraram melhorias significativas no funcionamento cognitivo global e na memória visual, incluindo memórias incidental, imediata, aprendizagem e tardia (p < 0,05; d de Cohen entre 0,5 e 0,7). A memória auditivo-verbal também apresentou avanços, especialmente na aprendizagem (t = 5,035; p < 0,01; d = 1,3) e na memória operacional (t = 2,252; p = 0,02; d = 0,6). Além disso, a fluência verbal fonêmica melhorou moderadamente (t = 2,380; p = 0,01; d = 0,6) e houve uma redução significativa nos sintomas de ansiedade (t = 2,102; p = 0,05; d = 0,5). Esses achados preliminares reforçam o potencial do MemorAge como uma intervenção clínica para idosos com comprometimento cognitivo, evidenciando a necessidade de mais pesquisas.



Resumo Inglês:

Increased life expectancy has led to an increase in cases of neurocognitive disorders among the elderly, highlighting the urgency of preventive interventions. Cognitive training has shown to be a promising approach, stimulating specific cognitive functions and, in some cases, promoting gains in other abilities.This study evaluated the effects of MemorAge in 15 elderly individuals (12 women and 3 men), aged between 60 and 85 years, diagnosed with Mild Neurocognitive Disorder. Participants completed 10 training sessions over five weeks. Results showed significant improvements in global cognitive functioning and visual memory, including incidental, immediate, learning and delayed memory (p < 0.05, Cohens d between 0.5 and 0.7). Auditory-verbal memory also showed improvements, especially in learning (t = 5.035, p < 0.01, d = 1.3) and working memory (t = 2.252, p = 0.02, d = 0.6). Furthermore, phonemic verbal fluency improved moderately (t = 2.380, p = 0.01, d = 0.6), and there was a significant reduction in anxiety symptoms (t = 2.102, p = 0.05, d = 0.5). These preliminary findings reinforce the potential of MemorAge as a clinical intervention for elderly with cognitive impairment, highlighting the need for further research.



Resumo Espanhol:

El aumento de la expectativa de vida ha incrementado los casos de trastornos neurocognitivos entre personas mayores, destacando la urgencia de intervenciones preventivas. El entrenamiento cognitivo es un enfoque prometedor que estimula funciones cognitivas específicas y, en algunos casos, mejora otras habilidades. Este estudio evaluó los efectos del protocolo MemorAge en 15 personas mayores (12 mujeres y 3 hombres) de 60 a 85 años con Trastorno Neurocognitivo Leve. Los participantes realizaron 10 sesiones de entrenamiento en cinco semanas. Los resultados mostraron mejoras significativas en el funcionamiento cognitivo global y la memoria visual (memoria incidental, inmediata, aprendizaje y tardía), con valores de p < 0,05 y tamaños del efecto (d de Cohen) entre 0,5 y 0,7. También se observaron avances en memoria auditivo-verbal, especialmente en aprendizaje (t=5,035, p<0,01, d=1,3) y memoria operativa (t=2,252, p=0,02, d=0,6). Además, la fluidez verbal fonémica mejoró moderadamente (t=2,380, p=0,01, d=0,6), y hubo una reducción significativa en los síntomas de ansiedad (t = 2,102, p = 0,05, d = 0,5). Estos hallazgos preliminares refuerzan el potencial del MemorAge como intervención clínica para personas mayores con deterioro cognitivo, destacando la importancia de más investigaciones.