Este artigo pretende analisar o aparecimento de grupos feministas na internet e a sua importância para o debate na constituição de redes sociais de mulheres. Intenciona-se discutir a respeito das possibilidades de ativismos no digital, entendendo as particularidades dessa mídia e de como os processos de sociabilidade e de produção de subjetividade ocorrem. Assim, através de três sites, Think Olga, Blogueiras Negras e Revista Azmina, busco compreender a maneira pela qual esses grupos se mobilizam com suas pautas específicas. Cada um deles, interagindo e articulando com pessoas de diversos lugares do Brasil que se identificam ou se opõem a esses sites, produzindo arenas discursivas onde são circulados contradiscursos à esfera pública hegemônica. Por fim, procura-se entender como a internet tornou-se um espaço de atuação de jovens feministas na produção de subjetividades a partir desses discursos.
This article intends to analize the feminist groups emergence on the internet and their importance to the feminist debate in the assembling of women’s network. The aim is to discuss about the possibility of digital activism, knowing the media’s particularities and how the sociability’s process and subjectivity production happen. Thus, pursues to understand – through the three sites, Think Olga, Blogueiras Negras and Revista Azmina – the way of this groups mobilize yourselves with each one specifics agendas. Each one of them interacting and articulating with other people from different places in Brazil that identify or not with this sites, producing discourses arenas where are circulated counter-discourses to the hegemonic public sphere. As last, it aims to understand how the internet became an acting space to young feminists in the production of their subjectivity from these discourses.