Monstruosas

Cadernos de Gênero e Diversidade

Endereço:
Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
Salvador / BA
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Site: https://portalseer.ufba.br/index.php/cadgendiv/index
Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Monstruosas

Ano: 2023 | Volume: 9 | Número: 2
Autores: J. P. Larangeira, C. G. Silva
Autor Correspondente: J. P. Larangeira | [email protected]

Palavras-chave: Cinema, Mulheres, Gênero, Cuidado, Horror

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A limitada participação de mulheres na produção de filmes brasileiros repete uma tendência mundial marcada de obstáculos tanto para mulheres que trabalham atrás quanto para as que estão à frente das câmeras. As imagens no cinema refletem ideais hegemônicos de feminilidade e objetificam a mulher, espetacularizando-a e reificando o lugar de espectador perfeito para o homem. As representações de mulheres cuidadoras, em específico, podem reproduzir concepções dominantes que reforçam uma naturalização dessa função. No cinema de horror, o monstro é preponderante, perturba e evoca nojo no público. Essas figuras se coincidem nos curtas Pra Eu Dormir Tranquilo (2011) e O Duplo (2012) da diretora brasileira Juliana Rojas, onde cuidadoras dominadoras e agressivas se encontram impossibilitadas de manter suas fantasias de identidade, adentrando uma crise representativa que só pode ser resolvida de forma violenta: o tornar-se monstro.