A morte contra o apocalipse em Manuel de Freitas

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ISSN: 2316-6134
Editor Chefe: Ida Alves
Início Publicação: 15/05/2024
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Artes, Área de Estudo: Letras

A morte contra o apocalipse em Manuel de Freitas

Ano: 2026 | Volume: 37 | Número: 55
Autores: Ana Beatriz Affonso Penna
Autor Correspondente: Ana Beatriz Affonso Penna | [email protected]

Palavras-chave: Manuel de Freitas, morte, biopolítica, Poesia Portuguesa Contemporânea, sociedade do espetáculo

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O artigo analisa a poesia de Manuel de Freitas como reflexo crítico da sociedade contemporânea, marcada pelo esvaziamento de sentido e pela mercantilização da linguagem. Sua obra explora um futuro não redentor, mas apocalíptico, suspendendo a existência entre vida e sobrevivência. A linguagem poética de Freitas tensiona-se entre a comunicação e seu esgotamento, resistindo à lógica do capitalismo neoliberal. Dialogando com Guy Debord e Pelbart, o texto discute como a vida nua e a sobrevida são representadas na poesia, contrastando com a espetacularização. A violência e a morte em Freitas surgem como antídotos à precariedade da vida contemporânea, enquanto sua escrita, embora descrente, persiste como gesto de resistência. A poesia freitiana, ao valorizar o ínfimo e o efêmero, confronta a sociedade do espetáculo, reafirmando a finitude como condição humana e possibilidade de comunidade.



Resumo Inglês:

The article examines Manuel de Freitas’s poetry as a critical reflection of contemporary society, marked by the erosion of meaning and the com-modification of language. His work explores a non-redemptive, apocalyptic future, suspending existence between life and mere survival. Freitas’s poetic language oscillates between communication and its exhaustion, resisting neoliberal capitalist logic. Engaging with Guy Debord and Pelbart, the text discusses how “bare life” and survival are portrayed in his poetry, contrasting with the spectacle-driven society. Violence and dea-th in Freitas’s work emerge as antidotes to contemporary life’s precarity, while his writing, though disillusioned, persists as an act of resistance. By valuing the minimal and the ephemeral, Freitas’s poetry challenges the society of the spectacle, reaffirming finitude as both a human condition and a possibility for communal meaning. His work underscores how poetry, even in its fragility, resists totalizing systems through its engagement with mortality and impermanence.