Movimentos de resistência frente à ofensiva antigênero experiências que produzem efeitos na escola

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

Movimentos de resistência frente à ofensiva antigênero experiências que produzem efeitos na escola

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 3
Autores: J. L. Rizza, J. C. Magalhães, P. R. C. Ribeiro
Autor Correspondente: P. R. C. Ribeiro | [email protected]

Palavras-chave: Gêneros, Resistência, Formação Continuada

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O objetivo desse texto é discutir os movimentos empreendidos no âmbito do Projeto XXX enquanto uma estratégia de resistência diante dos avanços do movimento antigênero. A partir da atual conjuntura, no que tange ao debate das questões de gêneros e de sexualidades na escola, o Projeto XXX pode ser entendido como um contraespaço, ou seja, uma estratégia de resistência aos avanços da frente contra “ideologia de gênero”, bem como ao enfrentamento diante do contexto de retrocessos no campo da Educação. Entender o projeto, enquanto uma estratégia de resistência que cria possibilidades, implica suscitar acontecimentos. Dentre esses, destacamos, neste texto, quatro: o primeiro movimento de resistência empreendido foi com relação ao nome do projeto, em que optamos, de forma intencional, por colocar a palavra gênero no título; o segundo movimento se tratou da estratégia de um edital que utilizamos para divulgar o projeto, bem como a fim de convidar os/as professores/as a participarem dele; o terceiro movimento de resistência consistiu na organização dos encontros com os/as professores/as que integraram/integram o projeto; e o último movimento se referiu às ações realizadas pelos/as professores/as em suas escolas. Finalizando, acreditamos que um trabalho contínuo e político pode ser condição de possibilidade para que a escola faça o contraponto, reflita, discuta e desestabilize alguns modelos hegemônicos relacionados às temáticas de gênero e de sexualidade.