NA RIBEIRA DE DEUS: RESISTÊNCIA E NEGOCIAÇÕES CULTURAIS OU A INVENÇÃO DA SOCIEDADE CRIOULA

REVISTA DE LETRAS [email protected]

Endereço:
Avenida dos Ingás, 3001 Jardim Imperial Sala L10
Sinop / MT
78555-000
Site: http://sinop.unemat.br/projetos/revista/index.php/norteamentos
Telefone: (66) 3511-2138
ISSN: 19838018
Editor Chefe: Rosana Rodrigues da Silva e Neusa Inês Philippsen
Início Publicação: 30/06/2008
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Letras

NA RIBEIRA DE DEUS: RESISTÊNCIA E NEGOCIAÇÕES CULTURAIS OU A INVENÇÃO DA SOCIEDADE CRIOULA

Ano: 2018 | Volume: 11 | Número: 24
Autores: B C. A. Pinto
Autor Correspondente: B C. A. Pinto | [email protected]

Palavras-chave: Romance. Etnologia. Cultura.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Neste artigo, focalizamos as estratégias de construção do romance social cabo-verdiano Na Ribeira de Deus (1992), de Henrique Teixeira de Sousa de modo a identificar entre as suas principais diretrizes de composição a confrontação de diferentes parâmetros culturais em convivência, cuja fricção, enquanto efeito estético, evidencia a demarcação de formas de resistência de uma cultura popular ligada às tradições africanas (ou neoafricanas) em face da imposição simbólica exercida amplamente pelo processo de colonização português. Opera-se aí o cotejo entre uma cultura oficial imposta e outra postulada como tribal e marginal que encontra sua força e dinâmica na coletividade.



Resumo Inglês:

In this work, we focus the strategies of construction of the Cape Verdean social novel Na Ribeira de Deus (1992) by Henrique Teixeira de Sousa in order to identify, among its main composition guidelines, the confrontation of different cultural parameters in coexistence. As an aesthetic effect, that can evince the demarcation of forms of resistance of a popular culture linked to the African (or neo-African) traditions in the face of the symbolic imposition exercised largely by the Portuguese colonization process. There is a comparison between an official culture imposed and another postulated as tribal and marginal that finds its strength and dynamics in the collective sense.