Este artigo se propõe a discutir como jovens adolescentes negros do 9º ano de uma escola pública de Duque de Caxias, periferia urbana do Rio de Janeiro, se co/constroem como homens e como vivenciam suas masculinidades em seu cotidiano. Para tal, apresento como base teórica, os estudos de masculinidades e suas interseções com raça e classe social. Os jovens adolescentes, enunciaram em suas narrativas diversos significados de “ser homem negro” no contexto escolar. Deste modo, pensar em masculinidades negras nos direciona a vislumbrar o reconhecimento de infinitas possibilidades de “ser homem”, contestando a imposição de padrões e regulações sobre os sentidos do masculino, em particular, nos contextos escolares.