Necessidade e liberdade em Hannah Arendt

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ISSN: 1983-2109
Editor Chefe: Dax Moraes
Início Publicação: 30/11/1994
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Filosofia

Necessidade e liberdade em Hannah Arendt

Ano: 2012 | Volume: 19 | Número: 32
Autores: Odílio Alves Aguiar
Autor Correspondente: Odílio Alves Aguiar | [email protected]

Palavras-chave: liberdade, necessidade, questão judaica, questão social, trabalho

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

: O presente artigo visa refletir sobre o pensamento de
Hannah Arendt à luz do par conceitual necessidade-liberdade. Esse
caminho é produtivo, pois dá conta tanto da obra mais conhecida e
reconhecida da autora quanto das suas reflexões anteriores à
Origens do Totalitarismo, que se dirigiam, na sua maioria, à
comunidade dos Judeus e tinham a questão judaica como ponto
central. As meditações arendtianas sobre o judaísmo, consideradas
no presente artigo, foram publicadas em duas coletâneas na França:
La tradition Cachée (1987) e Auschwitz et Jérusalem (1991). O
artigo gravita em torno da defesa arendtiana sobre a inerência entre
política e liberdade e sua substituição pela compreensão da política
como submetida à esfera da necessidade. Essa perspectiva, segundo
a autora, fez-se presente na tradição assimilacionista entre os
judeus, mas já tinha obtido a hegemonia na cultura ocidental. Isso
sucedeu em razão da primazia da vita contemplativa sobre a vita
activa, do trabalho e da questão social em detrimento da ação e, por
fim, da supremacia da filosofia da história em prejuízo da Filosofia
Política.