NEFRECTOMIA POR HIDRONEFROSE SECUNDÁRIA À LIGADURA TRAUMÁTICA DO URETER PÓS-OVARIECTOMIA: RELATO DE CASO

Arquivos de Ciências Veterinárias e Zoologia da UNIPAR

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ISSN: 1982-1131
Editor Chefe: Juliana Silveira do Valle
Início Publicação: 31/07/1998
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias

NEFRECTOMIA POR HIDRONEFROSE SECUNDÁRIA À LIGADURA TRAUMÁTICA DO URETER PÓS-OVARIECTOMIA: RELATO DE CASO

Ano: 2026 | Volume: 29 | Número: 1
Autores: Eduardo Machado Zayon, Daiane da Silva Ambos, Franciele Costa Jaques, Júlia Nunes Martins, Rochelle Gorczak
Autor Correspondente: Rochelle Gorczak | [email protected]

Palavras-chave: Cão, Cirurgia de pequenos animais, Iatrogenia cirúrgica, Ligadura ureteral, Dog, Small animal surgery, Surgical iatrogenesis, Ureteral ligation, Cirugía de pequeños animales, Iatrogenia quirúrgica, Ligadura ureteral, Perro

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A hidronefrose é caracterizada pela dilatação da pelve renal e do ureter em decorrência de obstruções do trato urinário superior, podendo resultar em perda progressiva da função renal. Entre suas causas, destacam-se as complicações iatrogênicas associadas a procedimentos cirúrgicos. Este trabalho relata um caso de nefrectomia unilateral em uma cadela Pitbull, de 10 anos e 25,4 kg, que desenvolveu hidronefrose secundária à ligadura traumática do ureter direito após ovariectomia. O caso apresentou evolução crônica, sendo acompanhado por cinco anos após o diagnóstico inicial, sem manifestação de sinais clínicos agudos. O diagnóstico foi estabelecido por ultrassonografia, que evidenciou acentuada dilatação da pelve renal e do ureter, além de alterações estruturais compatíveis com comprometimento funcional irreversível do rim direito. Diante dos achados e da estabilidade clínica da paciente, optou-se pela nefrectomia como tratamento definitivo. O procedimento foi realizado com sucesso, e a avaliação macroscópica do rim e do ureter confirmou a presença de ligadura ureteral prévia, responsável pela obstrução e degeneração do órgão. No pós-operatório, a paciente apresentou evolução satisfatória, sem complicações e com parâmetros bioquímicos renais dentro da normalidade. Este relato evidencia a importância do conhecimento anatômico e da técnica cirúrgica durante a ovariectomia, prevenindo complicações iatrogênicas graves. Além disso, reforça a nefrectomia como alternativa terapêutica eficaz em casos de hidronefrose irreversível, bem como a necessidade de acompanhamento clínico e investigação diagnóstica em pacientes com histórico de cirurgia abdominal, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes.



Resumo Inglês:

Hydronephrosis is characterized by dilation of the renal pelvis and ureter due to upper urinary tract obstruction, which may result in progressive loss of renal function. Among its causes, iatrogenic complications associated with surgical procedures should be considered. This report describes a case of unilateral nephrectomy in a 10-year-old, 25.4-kg female Pitbull dog that developed hydronephrosis secondary to traumatic ligation of the right ureter following ovariectomy. The condition had a chronic course, and the patient was monitored for five years after the initial diagnosis without evident acute clinical signs. Diagnosis was established by ultrasonography, which revealed marked dilation of the renal pelvis and ureter, as well as structural changes consistent with irreversible functional impairment of the right kidney. Based on these findings and the patient's clinical stability, nephrectomy was chosen as the definitive treatment. The surgical procedure was successfully performed, and gross examination of the excised kidney and ureter confirmed the presence of a previous ureteral ligation responsible for the obstruction and subsequent organ degeneration. The postoperative period was uneventful, with normal renal biochemical parameters and satisfactory clinical recovery. This case highlights the importance of thorough anatomical knowledge and meticulous surgical technique during ovariectomy to prevent severe iatrogenic complications. Furthermore, it reinforces nephrectomy as an effective therapeutic option for irreversible hydronephrosis and emphasizes the need for continuous clinical follow-up and careful diagnostic investigation in patients with a history of abdominal surgery, even in the absence of evident clinical signs.



Resumo Espanhol:

La hidronefrosis se caracteriza por la dilatación de la pelvis renal y del uréter como consecuencia de la obstrucción del tracto urinario superior, lo que puede provocar una pérdida progresiva de la función renal. Entre sus causas se incluyen las complicaciones iatrogénicas asociadas a procedimientos quirúrgicos. Este trabajo describe un caso de nefrectomía unilateral en una perra de raza Pitbull, de 10 años de edad y 25,4 kg de peso, que desarrolló hidronefrosis secundaria a la ligadura traumática del uréter derecho tras una ovariectomía. El cuadro presentó una evolución crónica, con seguimiento durante cinco años desde el diagnóstico inicial, sin manifestación de signos clínicos agudos. El diagnóstico se estableció mediante ecografía, que evidenció una marcada dilatación de la pelvis renal y del uréter, además de alteraciones estructurales compatibles con un compromiso funcional irreversible del riñón derecho. Ante estos hallazgos y la estabilidad clínica de la paciente, se optó por la nefrectomía como tratamiento definitivo. El procedimiento quirúrgico se realizó con éxito y la evaluación macroscópica del riñón y del uréter extirpados confirmó la presencia de una ligadura ureteral previa, responsable de la obstrucción y de la degeneración del órgano. En el período posoperatorio, la paciente presentó una evolución favorable, sin complicaciones y con parámetros bioquímicos renales dentro de los rangos normales. Este caso resalta la importancia del conocimiento anatómico y de una técnica quirúrgica adecuada durante la ovariectomía para prevenir complicaciones iatrogénicas graves. Asimismo, destaca la nefrectomía como una alternativa terapéutica eficaz en casos de hidronefrosis irreversible y enfatiza la necesidad de un seguimiento clínico y de una investigación diagnóstica cuidadosa en pacientes con antecedentes de cirugía abdominal, incluso en ausencia de signos clínicos evidentes.