O presente artigo investiga as relações entre neuropsicologia e aprendizagem, analisando as contribuições dessa ciência para a compreensão dos processos cognitivos envolvidos na educação, bem como seus limites e as implicações de sua aplicação no contexto escolar. Partindo do reconhecimento de que os avanços das neurociências nas últimas décadas têm produzido conhecimentos valiosos sobre o funcionamento cerebral e sua relação com a aprendizagem, o estudo propõe uma reflexão crítica sobre como esses conhecimentos podem ser incorporados à prática educacional de forma responsável e ética. O objetivo central é compreender de que maneira a neuropsicologia pode contribuir para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem, sem cair em reducionismos ou em modismos pedagógicos que simplificam excessivamente a complexidade do cérebro humano. A metodologia adotada é a pesquisa bibliográfica de caráter reflexivo-crítico, fundamentada em autores das áreas de neuropsicologia, psicologia cognitiva e educação. O desenvolvimento do texto percorre os fundamentos da neuropsicologia aplicada à educação, apresentando conceitos básicos como plasticidade cerebral, funções executivas, memória e atenção, e sua relação com os processos de aprendizagem. Por fim, a conclusão retoma os argumentos centrais para propor uma articulação equilibrada entre os conhecimentos neuropsicológicos e as demais dimensões do processo educativo, afirmando a necessidade de uma abordagem interdisciplinar que considere o aluno em sua totalidade. O artigo pretende contribuir para o debate educacional ao oferecer elementos para uma apropriação crítica e responsável dos conhecimentos neuropsicológicos por parte de educadores e profissionais da área.