O presente artigo discute a contribuição da neuropsicologia e das teorias clássicas do desenvolvimento cognitivo — Piaget, Wallon e Vygotsky — para a compreensão do processo de ensino-aprendizagem. Parte-se da premissa de que, embora o discurso educacional contemporâneo valorize o conhecimento sobre o funcionamento cerebral, ainda existe um distanciamento entre os avanços da neurociência e sua aplicação na prática pedagógica. Por meio de pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, o estudo articula conceitos da neuropsicologia do desenvolvimento aos pressupostos piagetiano, walloniano e vigotskiano sobre a construção do conhecimento, relacionando-os à neurociência e à neuroplasticidade. Os resultados indicam que as três perspectivas, embora fundamentadas em caminhos metodológicos distintos, convergem para uma compreensão integrada do desenvolvimento infantil, na qual cognição, emoção e corpo não devem ser tratados isoladamente. Conclui-se que o conhecimento neuropsicológico, articulado às teorias do desenvolvimento, oferece subsídios para que o professor compreenda os diferentes ritmos de aprendizagem e adapte sua prática às necessidades de cada aluno, reforçando a importância da formação continuada docente nessa área.