Este artigo analisa a evolução histórica do brincar e suas transformações conceituais e práticas ao longo das épocas. Utilizando uma abordagem metodológica baseada na revisão da literatura de caráter histórico-social, o estudo busca examinar a transição da atividade lúdica da Pré-História à contemporaneidade hiperdigitalizada. É possível observar que o brincar não é uma constante biológica estática, mas sim uma construção sociocultural intrinsecamente ligada às mudanças nas forças de produção, na organização familiar e nos conceitos jurídicos e pedagógicos sobre a infância. Conclui-se que, enquanto o brincar nas eras passadas priorizava a socialização, a imitação de atividades cotidianas de seu grupo e a exploração do meio em que estava inserido, o cenário contemporâneo caminha para a digitalização das interações e o uso de telas como o novo brincar, exigindo, assim, novas posturas mediadoras da escola e da sociedade.