O presente artigo discute o brincar na primeira infância como elemento essencial para o desenvolvimento integral da criança, abordando suas dimensões simbólica, sensorial e motora. O brincar é entendido como um direito e um meio de aprendizagem significativo, que promove o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Entretanto, observa-se, na contemporaneidade, a redução das oportunidades de brincadeiras livres, substituídas por rotinas adultas e pelo uso excessivo de telas. Nesse contexto, torna-se fundamental refletir sobre práticas pedagógicas que valorizem o brincar no ambiente da creche, compreendendo-o como instrumento de formação integral. O estudo fundamenta-se em autores como Vygotsky (1998), Piaget (1978), Kishimoto (2010), Winnicott (1975) e Brougère (1998), que reconhecem o brincar como linguagem fundamental da infância e forma privilegiada de interação e aprendizagem.