As brincadeiras estão intrinsecamente relacionadas à infância e exercem uma função vital no crescimento completo da criança. Na fase da Educação Infantil, os alunos têm a chance de descobrir e reinterpretar objetos, além de empregá-los em contextos simbólicos, especialmente nas dinâmicas de faz de conta. No ambiente escolar, muitas dessas experiências são intencionalmente planejadas com objetivos pedagógicos, o que evidencia a brincadeira como um recurso educativo eficaz. Dentro desse contexto, este artigo analisa como a utilização do brinquedo e das dinâmicas de faz de conta pode promover o desenvolvimento integral da criança, considerando também o papel do educador como facilitador dessas experiências lúdicas. Para sua realização, decidiu-se realizar uma revisão da literatura com base em artigos científicos, documentos oficiais e nas contribuições de autores como Vygotsky, Piaget, Kishimoto e Brougère, que enfatizam a importância simbólica do brincar, a formação da imaginação e a assimilação de normas sociais. A prática do brincar é uma atividade fundamental na infância, surgindo como uma das principais formas pelas quais a criança se comunica, elabora significados e adquire conhecimento. Os brinquedos e as brincadeiras de faz de conta ocupam um lugar de destaque nesse processo, funcionando como ferramentas que conectam o mundo real ao imaginário. Ao se engajar no brincar, a criança não apenas se diverte, mas também vive experiências que contribuem de maneira significativa para seu desenvolvimento cognitivo, emocional, social e cultural. A Educação Infantil, portanto, deve reconhecer o valor pedagógico do brincar, em especial das brincadeiras de faz de conta, como um componente crucial do currículo.