O Corpo Morto de Diadorim: A nomeação póstuma de Diadorim como mulher na economia narrativa de Grande sertão: veredas

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

O Corpo Morto de Diadorim: A nomeação póstuma de Diadorim como mulher na economia narrativa de Grande sertão: veredas

Ano: 2019 | Volume: 5 | Número: Especial
Autores: P. R. M. da Silva
Autor Correspondente: P. R. M. da Silva | [email protected]

Palavras-chave: Corpo, Gênero, Transitoriedade

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A proposta deste ensaio é analisar a passagem do romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, em que o corpo morto de Diadorim está sendo preparado para a cerimônia fúnebre, de modo a observar como a descoberta de que Diadorim possui um corpo dito de mulher redireciona a narrativa de uma representação centrada na tensão homoerótica entre os protagonistas para colocar em cena a questão do gênero de Diadorim. Este redirecionamento produziria um efeito de abertura e continuidade narrativa no momento em que a narração chega ao fim, o que se relaciona fortemente com a própria economia narrativa da obra literária em questão, que busca se constituir esteticamente por meio da noção de viagem, de passagem e de transitoriedade.