O presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre a Educação do Campo, com foco na construção de propostas curriculares que promovam o pertencimento, a afirmação das identidades e a emancipação dos sujeitos que vivem e resistem nesse território historicamente marginalizado. Fundamentado em Revisão de Literatura, conforme os preceitos de Marconi e Lakatos (2017), o estudo discuti como o currículo escolar pode atuar como instrumento de reconhecimento cultural e de valorização dos saberes do campo, rompendo com práticas homogeneizadoras e excludentes historicamente impostas às comunidades rurais. Com base nos aportes teóricos de Paulo Freire, José Carlos Libâneo, dentre outros. Destaca-se a importância de uma educação comprometida com a justiça social, com o diálogo entre saberes e com a construção de projetos pedagógicos que respeitem a territorialidade e a cultura dos povos do campo. O artigo também evidencia o papel do coordenador/supervisor pedagógico como articulador entre políticas públicas e práticas escolares transformadoras. Conclui-se que repensar o currículo da Educação do Campo é uma tarefa urgente e necessária para garantir uma formação cidadã, crítica e comprometida com a dignidade humana.