O (des) acesso de pessoas transgêneras aos serviços de saúde no recôncavo baiano

Cadernos de Gênero e Diversidade

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ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

O (des) acesso de pessoas transgêneras aos serviços de saúde no recôncavo baiano

Ano: 2020 | Volume: 6 | Número: 4
Autores: H. M. Cortes, L. M. Carnevalli, L. M. P. Araújo, P. H. Pinho
Autor Correspondente: H. M. Cortes | [email protected]

Palavras-chave: Serviços de Saúde, População Transgênera, Acesso

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O acesso em saúde pode ser entendido como a “porta de entrada” que facilita a utilização do sistema de saúde pelos cidadãos. Apesar da existência de políticas públicas para garantir uma saúde com mais equidade e qualidade para a população transgênera, ainda é possível notar a permanência de barreiras simbólicas, socioeconômicas e técnicas no acesso. O objetivo deste artigo é analisar o acesso de pessoas transgêneras aos serviços de saúde de um município do Recôncavo da Bahia. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, descritivo e exploratório, no qual utilizou-se a técnica snowball ou "bola de neve", para a captação dos participantes. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e diários de campos e analisados por análise temática. A partir desta, emergiu a categoria empírica denominada acesso ao serviço de saúde, que se dividiu em três subcategorias a serem discutidas: conhecimento dos profissionais de saúde sobre a transgeneridade, Atendimento à pessoa transgênera no serviço de saúde e Utilização dos serviços de saúde. Por meio das falas dos entrevistados pôde-se perceber que a falta de capacitação dos profissionais de saúde em relação à transgeneridade mostrou-se como importante barreira no acesso à saúde desta população. Como consequência, temos a perpetuação de estigmas e preconceitos dentro do serviço de saúde, resultantes de uma construção social patologizante, o que gera atendimentos precários e o consequente afastamento desta população dos serviços de saúde.