O Desafio é a Inserção?

Cadernos de Gênero e Diversidade

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Universidade Federal da Bahia | Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas | Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação - Estrada de São Lázaro, 197 - Federação
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Telefone: (71) 98482-6446
ISSN: 25256904
Editor Chefe: Felipe Bruno Martins Fernandes
Início Publicação: 31/12/2015
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Antropologia, Área de Estudo: Sociologia, Área de Estudo: Multidisciplinar, Área de Estudo: Multidisciplinar

O Desafio é a Inserção?

Ano: 2023 | Volume: 9 | Número: 2
Autores: E. L. Souza, C. M. M. Santos, A. M. C. Neto
Autor Correspondente: E. L. Souza | [email protected]

Palavras-chave: Mulheres na Política, Gênero e Política, Gênero e Trabalho, Mulheres e Trabalho

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Reconhecendo o avanço e contribuições das discussões sobre a inserção de mulheres na política, este ensaio pretende ampliar o debate ao refletir a atuação de mulheres em cargos políticos. Observa-se o aumento da participação feminina na política sob o olhar da representatividade. Discute-se, por exemplo, estudos que apontam Suécia, Finlândia, Ruanda como menos desiguais em relação ao gênero por haver mais mulheres ocupando cadeiras nos parlamentos desses países em comparação ao Brasil (ARAÚJO; 2001; EMÍLIO; GOMES; OLIVEIRA; 2019). Os estudos acadêmicos e dados apresentados neste ensaio sugerem que, na política nacional e internacional, a participação da mulher ultrapassa o prisma da inserção. Estar na política não significa participar efetivamente da política. Especialmente quando essa participação diz respeito ao desenvolvimento, implementação e apoio às políticas públicas para as mulheres. Em relação ao Brasil, este ensaio explanou algumas barreiras e chamou a atenção à segregação por classe e raça, considerando a desproporcionalidade em relação às mulheres negras na política. Nesse sentido, parecem necessárias ações orientadas em ao menos duas direções fundamentais: uma inserção igualitária, de fato, considerando aspectos interseccionais como classe e raça; e a participação efetiva da mulher, a partir das reformas política e partidária.