O ensino de Geografia na educação infantil ainda é frequentemente negligenciado ou reduzido a práticas descontextualizadas, desconsiderando as potencialidades dessa área para o desenvolvimento do pensamento espacial desde os primeiros anos de vida. O presente artigo tem como objetivo analisar as contribuições do ensino de Geografia na educação infantil, enfatizando a construção do pensamento espacial por meio das vivências cotidianas das crianças. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, mobilizando autores como Callai, Cavalcanti, Santos e Vygotsky, além de documentos oficiais como a BNCC. Argumenta-se que a Geografia, quando trabalhada de forma significativa, permite que a criança compreenda o espaço vivido, desenvolva noções de localização, pertencimento e identidade, e estabeleça relações com o território em que está inserida. Contudo, evidencia-se que ainda predominam práticas fragmentadas, que reduzem o ensino geográfico à memorização ou a atividades pouco significativas. Conclui-se que a efetividade do ensino de Geografia na educação infantil depende da valorização das experiências das crianças, da mediação docente qualificada e da articulação entre teoria e prática pedagógica.