O impacto emocional do primeiro diagnóstico de câncer: reflexões sobre o papel da psicologia hospitalar no acolhimento inicial

Revista OWL (OWL Journal)

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ISSN: 2965-2634
Editor Chefe: Avaetê de Lunetta e Rodrigues Guerra
Início Publicação: 03/04/2023
Periodicidade: Trimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

O impacto emocional do primeiro diagnóstico de câncer: reflexões sobre o papel da psicologia hospitalar no acolhimento inicial

Ano: 2026 | Volume: 4 | Número: 4
Autores: Amanda Mirla Bustamante, Welcianne Dutra de Sousa, Paolla Rocha Nogueira, Maria Clara Nascimento Teixeira, Wedson Leal dos Santos, Wanessa Katyelle Rodriguês Brito, Maria Antonilda Baía Furtado
Autor Correspondente: Amanda Mirla Bustamante | [email protected]

Palavras-chave: Psicologia Hospitalar, Psiconcologia, Acolhimento, Impacto Emocional, Humanização

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O diagnóstico de câncer representa uma ruptura drástica na continuidade existencial do sujeito, evocando reações de choque, negação e desamparo que impactam diretamente a adesão terapêutica. Este estudo objetivou analisar as evidências científicas atuais sobre o impacto emocional do primeiro diagnóstico e o papel mediador da psicologia hospitalar no acolhimento inicial. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, orientada pelo protocolo PRISMA, com recorte temporal entre 2015 e 2025. A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e PePSIC, resultando na seleção de 10 artigos empíricos para análise qualitativa. Os resultados indicam que o suporte psicológico nas primeiras 48 horas é determinante para mitigar sintomas de estresse agudo e transtornos adaptativos. A literatura destaca que a comunicação de más notícias, quando mediada por uma escuta qualificada, favorece a resiliência e a reorganização do self diante da finitude. Conclui-se que o acolhimento, enquanto tecnologia leve de cuidado e diretriz da Política Nacional de Humanização, é indispensável para a sustentabilidade do tratamento oncológico. A atuação do psicólogo hospitalar no momento do diagnóstico preenche uma lacuna crítica entre o rigor do protocolo biomédico e a subjetividade do paciente, transformando o trauma da notícia em uma possibilidade de cuidado integral e humanizado.