O presente paper tem como tarefa apresentar as discussões em filosofia da mente propostas pelo filósofo norte-americano Wilfrid Sellars (1912-1989), o texto não apresentará um compêndio sobre os problemas mais gerais da filosofia da mente, apenas os problemas de Sellars serão abordados, aqueles problemas que decorrem diretamente das concepções e posicionamentos de sua filosofia, sobretudo os comprometimentos teóricos gerados por sua crítica ao Mito do Dado (Giveness). Tentar-se-á explicar como Sellars responde as seguintes questões: O que são episódios internos? Como explicar a existência de tais episódios sem recorrer aos qualia mentais? E assim responder o que são pensamentos? Sellars consegue demonstrar como é possível admitir-se que conceitos pertencentes a episódios internos são essencialmente intersubjetivos, embora não sejam traduzíveis em comportamentos verbais públicos. Além disso, consegue demonstrar que o acesso privilegiado a esses episódios é uma dimensão desses conceitos que pressupõe a intersubjetividade e que a privacidade desses episódios não é absoluta.
The present paper has the task of presenting the discussions in philosophy of mind proposed by the North American philosopher Wilfrid Sellars (1912-1989), the text will not present a compendium on the most general problems on philosophy of mind, only Sellars' problems will be approached , those problems that derive directly from the conceptions and positions of his philosophy, above all the theoretical compromises generated by his criticism of the Myth of the Given. An attempt will be made to explain how Sellars answers the following questions: What are inner episodes? How to explain the existence of such episodes without following the qualia? And finally what are thoughts? Sellars seeks to demonstrate how it is possible to admit that the concepts belonging to the inner episodes are essentially intersubjective, although they are not translated into public verbal behaviors. Furthermore, he intends to demonstrate that privileged access to these episodes is a dimension of these concepts that sustain intersubjectivity and that the privacy of these episodes is not absolute.