No presente artigo busco problematizar o objeto como contentor de gestos e memórias que se evidenciam em sua aparência. A partir de uma tampa rosqueável encontrada na rua, pude ver uma série de técnicas dispersas que, agindo sobre tal objeto, o aproximou do formato de um olho. É sobre esse olho de plástico que as reflexões sobre uma possível voz pertencente a um objeto se desenvolvem. A voz como verbo poético apresenta-se não apenas em forma acústica atual mas em memória por indícios de informações e diálogos.