O presente artigo analisa o papel das interações sociais na aprendizagem da criança pequena, discutindo como vínculos afetivos, mediações adultas e trocas entre pares contribuem para o desenvolvimento cognitivo, linguístico e socioemocional. Fundamentado na teoria sociocultural de Lev Vygotsky (1998), o estudo argumenta que o conhecimento emerge primeiro nas relações interpessoais e, posteriormente, é internalizado, tornando as experiências sociais o alicerce do processo de aprender. A partir de uma abordagem teórica e analítica, são exploradas cinco dimensões interdependentes: os fundamentos teóricos da aprendizagem social, a mediação adulto-criança, as interações entre pares, a influência do ambiente social e cultural, e as implicações pedagógicas dessas relações. As evidências apresentadas demonstram que a qualidade das interações — marcadas pela escuta, pela cooperação e pela afetividade — tem impacto direto na formação da autonomia, na construção da linguagem e na ampliação do pensamento simbólico. O estudo conclui que práticas educativas intencionais, sustentadas por políticas inclusivas e ambientes socialmente ricos, são essenciais para promover aprendizagens significativas e o desenvolvimento integral da criança, reafirmando a centralidade da interação social como eixo estruturante da educação infantil.