O papel das teorias realistas na formulação da Grande Estratégia

Revista da Escola de Guerra Naval

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ISSN: 1809-3191
Editor Chefe: Walter Maurício Costa de Miranda
Início Publicação: 30/09/1968
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Multidisciplinar

O papel das teorias realistas na formulação da Grande Estratégia

Ano: 2024 | Volume: 30 | Número: 3
Autores: Patrick Del Bosco de Sales
Autor Correspondente: Patrick Del Bosco de Sales | [email protected]

Palavras-chave: grande estratégia, realismo, interesse nacional

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Trata o presente artigo do papel das teorias realistas na formulação da Grande Estratégia. As teorias das Relações Internacionais explicam os fenômenos que ocorrem no Sistema Internacional, e evoluem em novas formulações a partir da observação da realidade. Esse processo move as ciências sociais, que saem de uma empiria para uma efetiva comprovação por meio da aplicação de metodologias de pesquisa. As teorias realistas representam um paradigma consagrado nas Relações Internacionais. Explicam os fatores intervenientes no comportamento dos Estados no Sistema Internacional, bem como os objetivos, formulados pelo corpo político. Essa Grande Estratégia considera aspectos domésticos e internacionais. Este artigo, por meio de análise de conteúdo, tem por objetivo identificar o papel da racionalidade na escolha dos interesses nacionais dentro da formulação da Grande Estratégia dos países, por meio das teorias das Relações Internacionais. Utilizando o método de análise de conteúdo, foi feita a decomposição dos conceitos, analisando os pontos em comum das variáveis componentes do conceito de Grande estratégia, e também das premissas teóricas realistas. A conclusão é que a Grande Estratégia, por ser de longo prazo, utiliza traços das teorias realistas na sua formulação, bem como racionalidade atribuída aos estados, deve ser considerada a partir da atuação do corpo político doméstico, conforme as premissas do Realismo Clássico e Neorrealismo.



Resumo Inglês:

This article deals with realist theories’ role in Grand Strategy formulation. International Relations theories explain the phenomena that occur in International System and evolve into new formulations based on reality observation. This process moves the social sciences, which goes from empiricism to effective verification through research methodologies application. Realist theories represent a consecrated paradigm in International Relations. They explain factors that intervene in International System States behavior, as well as the political body objectives. This Grand Strategy considers domestic and international aspects. This article, through content analysis, aims to identify the rationality role in National Interests choice within the countries Grand Strategy formulation, through International Relations theories. Using the content analysis method, concepts were decomposed, analyzing variables common points that make up Grand Strategy concept, as well as the realist theoretical premises. The conclusion is that the Grand Strategy, being long-term, uses realist theories features in its formulation, as well as rationality attributed to states, must be considered from the domestic political body actions, according to Classical Realism and Neorealism premises.



Resumo Espanhol:

El presente artículo trata sobre el papel de las teorías realistas en la formulación de la Gran Estrategia. Las teorías de las Relaciones Internacionales explican los fenómenos que ocurren en el Sistema Internacional y evolucionan en nuevas formulaciones a partir de la observación de la realidad. Este proceso impulsa a las ciencias sociales, que parten de una empiria hacia una comprobación efectiva mediante la aplicación de metodologías de investigación. Las teorías realistas representan un paradigma consolidado en las Relaciones Internacionales. Explican los factores que intervienen en el comportamiento de los Estados en el Sistema Internacional, así como los objetivos formulados por el cuerpo político. Esta Gran Estrategia considera aspectos tanto domésticos como internacionales. Este artículo, mediante el análisis de contenido, tiene como objetivo identificar el papel de la racionalidad en la elección de los intereses nacionales dentro de la formulación de la Gran Estrategia de los países, a través de las teorías de las Relaciones Internacionales. Utilizando el método de análisis de contenido, se realizó la descomposición de los conceptos, analizando los puntos en común entre las variables que componen el concepto de Gran Estrategia, así como las premisas teóricas del realismo. La conclusión es que la Gran Estrategia, al ser de largo plazo, emplea elementos de las teorías realistas en su formulación, y que la racionalidad atribuida a los Estados debe considerarse a partir de la actuación del cuerpo político doméstico, conforme a las premisas del Realismo Clásico y del Neorrealismo.