Este artigo apresenta a análise de um mecanismo de referenciação que se dá pelo uso de
expressões nominais rotuladoras. Isso é feito a partir de um paradigma sociocognitivo em que se
pressupõe que os textos não dependem apenas de caracterÃsticas textuais para se realizarem
social e historicamente e que os interlocutores desempenham atividades sociointeracionais e
dialógicas. Com o objetivo de entender melhor o funcionamento dos rótulos analisamos a
ocorrência desse fenômeno em um corpus de dez textos jornalÃsticos. E a partir da análise desses
dados traçamos uma breve discussão sobre a funcionalidade dos rótulos, sobretudo, os
avaliativos na organização, progressão e produção de sentido no texto.