O USO DE METILFENIDATO POR ESTUDANTES DE MEDICINA: MELHORA DO DESEMPENHO OU RISCO À SAÚDE?

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

O USO DE METILFENIDATO POR ESTUDANTES DE MEDICINA: MELHORA DO DESEMPENHO OU RISCO À SAÚDE?

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 3
Autores: Felipe Melo Cruz, Brenda Perígolo Lima, Giovanna Christine de Souza Oliveira, Julia Meira Ferraz, Marina Dias Bicalho, Caroline Lacerda Alves de Oliveira
Autor Correspondente: Felipe Melo Cruz | [email protected]

Palavras-chave: Estudantes de Medicina,Metilfenidato, Preparações Farmacêuticas, Psicoestimulantes

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O metilfenidato (MPH) é um psicoestimulante utilizado no tratamento do TDAH, mas seu uso por estudantes de medicina hígidos visando melhorar seu desempenho cognitivo tem se tornado comum. Diante disso, é essencial avaliar os possíveis benefícios e riscos associados a essa prática. Analisar o impacto do uso de MPH por estudantes de medicina, avaliando eficácia, efeitos colaterais e implicações éticas. Trata-se de uma revisão integrativa com base em artigos publicados entre 2021 e 2024 nas bases PubMed, SciELO e BVS em inglês, português e espanhol, sendo utilizados os descritores “Metilfenidato”, “Preparações Farmacêuticas” e “Estudantes de Medicina”. Ao todo, foram encontrados 24 artigos, mas apenas 6 foram selecionados. A utilização de MPH sem prescrição entre estudantes universitários é elevada e os supostos benefícios cognitivos não justificam o risco dos potenciais efeitos adversos, visto que em muitos casos, o desempenho foi inferior ao dos estudantes que não utilizaram o fármaco. Além disso, destaca-se a necessidade de intervenções institucionais promovendo o cuidado à saúde mental e a conscientização sobre os riscos do uso indiscriminado de MPH. O uso não prescrito de MPH entre universitários é uma prática preocupante e recorrente, sendo motivada por cobrança intensa, pressão social e exaustão emocional e elucidando falhas estruturais na atenção à saúde mental no meio acadêmico.