O uso do WhatsApp nas eleições de 2018 e as lacunas teóricas da Justiça Eleitoral

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ISSN: 2318-5694
Editor Chefe: Profa. Dra. Luciana Coutinho Pagliarini Souza
Início Publicação: 04/06/2013
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Comunicação

O uso do WhatsApp nas eleições de 2018 e as lacunas teóricas da Justiça Eleitoral

Ano: 2020 | Volume: 8 | Número: 18
Autores: I. A. Panho, M. D. Bastos, G. F. Silva
Autor Correspondente: I. A. Panho | [email protected]

Palavras-chave: WhatsApp. Eleições de 2018. Justiça Eleitoral.

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

O uso dos disparos massivos de mensagens pelo WhatsaApp nas últimas eleições presidenciais passou a ser objeto de olhares mais críticos a partir de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo, em outubro de 2018. Com as denúncias veiculadas, várias ações judiciais foram protocolizadas junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que firmou, na época, o entendimento de que se tratava de comunicação espontânea do eleitorado – o que inviabilizou, naquele momento, o aprofundamento das investigações. Partindo desse objeto, a proposta deste artigo é desconstituir tanto as posições adotadas pelo TSE como o respaldo legal que as embasa por meio dos conceitos da (Crítica da) Economia Política da Comunicação, caracterizando a circulação de mercadoria-audiência nos fenômenos compreendidos como comunicação orgânica. Para tal análise, parte-se do aparato teórico tecido por Bolaño e por Smythe, que analisam a forma social comunicação dentro das novas configurações assumidas pelo capital.



Resumo Inglês:

The massive use of WhatsaApp messages in the last presidential elections has come under more critical scrutiny after a report published in Folha de S. Paulo in October 2018. With the published revelations, several lawsuits begun in the SEC (Superior Electoral Court), which established, at the time, the understanding that it was spontaneous communication by the electorate - what made impossible, in that moment, deepen the investigations. Based on this object, the purpose of this article is to deconstruct the positions adopted by the TSE and its legal support through the lens of the concepts of (Critique of) Political Economy of Communication, showing the circulation of audience-merchandise in the episodes understood as organical comunication. For such an analysis, we start from the theoretical apparatus woven by Bolaño and Smythe, who analyze the social form communication within the new configurations assumed by capital.



Resumo Espanhol:

El disparo masivo de mensajes por WhatsaApp en las últimas elecciones presidenciales ha sido objeto de un examen más crítico después de un informe publicado en Folha de S. Paulo en octubre de 2018. Con las revelaciones publicadas, se presentaron varias demandas juntas al TSE (Tribunal Superior Electoral), que estableció, en aquel momento, el entendimiento de que era una comunicación espontánea por parte del electorado, lo que hizo imposible profundizar las investigaciones. En base a este objeto, el propósito de este artículo es desmantelar tanto las posiciones adoptadas por el TSE como el apoyo legal que las respalda atraves de los conceptos de (Crítica de) Economía Política de la Comunicación, que caracteriza la circulación de la mercancia-audiencia en los fenómenos entendidos como comunicación orgánica. Para tal análisis, partimos del aparato teórico tejido por Bolaño y Smythe, quienes analizan la forma social comunicación dentro de las nuevas configuraciones asumidas por el capital.