Neste artigo, trazemos à reflexão as narrativas de Riana, uma mulher que se declara transexual, a fim de problematizarmos suas corporalidades dissidentes localizadas em contexto escolar. Inscrita no paradigma qualitativo e interpretativo, sob perspectiva narrativa em Linguística Aplicada Crítica, a pesquisa mostra que, apesar de a escola receber corpos estranhos em seus espaços, o local ainda se mantém como reprodutor social da exclusão, como padronizador das relações sexuais sob a heterocisnormatividade e como punidora dos corpos e da diferença, os quais tentam fugir das convenções binárias. Em nossa interpretação balizada por estudos queer, a participante conta suas histórias marcada pelos deslocamentos e pelos não lugares a ela pertencentes. Diante disso, torna-se fulcral, em contextos escolares, a mediação docente e a descolonização dos currículos como alternativas à mudança de formas engessadas de como a educação trata suas comunidades diversas.