A ONTOLOGIA DO DIGITAL: UMA CRÍTICA FILOSÓFICA À MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA NA CONSTRUÇÃO DO REAL NO SÉCULO XXI

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ISSN: 18086136
Editor Chefe: Arthur Zanuti Franklin
Início Publicação: 30/06/2011
Periodicidade: Quadrimestral
Área de Estudo: Ciências Agrárias, Área de Estudo: Ciências Biológicas, Área de Estudo: Ciências da Saúde, Área de Estudo: Ciências Exatas, Área de Estudo: Ciências Humanas, Área de Estudo: Ciências Sociais Aplicadas, Área de Estudo: Engenharias, Área de Estudo: Linguística, Letras e Artes, Área de Estudo: Multidisciplinar

A ONTOLOGIA DO DIGITAL: UMA CRÍTICA FILOSÓFICA À MEDIAÇÃO TECNOLÓGICA NA CONSTRUÇÃO DO REAL NO SÉCULO XXI

Ano: 2025 | Volume: 23 | Número: 3
Autores: Isabella Tavares Sozza Moraes, Maria Cecilia Casini
Autor Correspondente: Isabella Tavares Sozza Moraes | [email protected]

Palavras-chave: Ontologia digital, Tecnocrítica, Alienação tecnológica, Humanismo pós-digital, Epistemologia algorítmica

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

A emergência do digital como paradigma ontológico reconfigurou não apenas as estruturas materiais da sociedade, mas as próprias bases epistemológicas que sustentam a produção do conhecimento e a experiência do real. Este artigo investiga, a partir de uma perspectiva interdisciplinar que articula filosofia da tecnologia, teoria crítica e estudos sociais da ciência, os processos pelos quais a mediação digital transforma a subjetividade, a linguagem e as relações de poder. Partindo de autores como Heidegger, Adorno, Floridi e Haraway, o estudo problematiza a noção de neutralidade tecnológica, demonstrando como os algoritmos e as plataformas digitalizadas reproduzem assimetrias históricas sob a aparência de objetividade. Metodologicamente, emprega-se a análise crítica do discurso e a fenomenologia hermenêutica para examinar casos empíricos como a vigilância algorítmica e a desmaterialização do trabalho. Os resultados apontam para uma dialética da tecnodependência, na qual a promessa de emancipação via tecnologia convive com novas formas de alienação. Conclui-se que a superação desta contradição exige uma rearticulação ético-política do conceito de humanismo digital, capaz de resgatar a agência humana sem recair em nostalgias pré-tecnológicas.