Usar a lÃngua e sua significação simbólica para apropriar-se do mundo tem sido uma constante desde os primórdios humanos. Analisar as origens dos nomes próprios não é diletantismo, mas sim uma forma séria de resgatar fatos sociais, culturais e religiosos, entre outros; fatos aparentemente perdidos, mas devidamente registrados nos fragmentos de significação intactos nos nomes. Este artigo se propõe a mostrar como isto é possÃvel e quais as principais vertentes teóricas; a Onomástica, seja em sua vertente toponÃmica ou antroponÃmica, se vale da lÃngua para detectar fatos e motivos superpostos durante os séculos, proporcionando um resgate de memória coletiva.