O presente trabalho almeja desenvolver uma análise dos grupos sociais3 que acionam o Poder Judiciário para adquirir ou proteger seus direitos, caminho atípico da tradicional busca por representação legislativa, configurando, deste modo, uma judicialização da política. Como forma de sintetizar a discussão, focalizaremos o trabalho em dois grupos sociais específicos e, em certos sentidos, antagônicos. São eles: a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT). Tal escolha foi feita devido à alta atividade de ambos os grupos nos mecanismos de participação jurídica, como amicus curiae e audiências públicas.