Este artigo discute a importância do afeto na formação dos vínculos estabelecidos nos primeiros anos de vida, considerando sua relevância para o desenvolvimento integral da criança e para a qualificação das relações educativas na educação infantil. A partir de aportes teóricos de autores como Bowlby, Wallon, Vygotsky e Winnicott, analisa-se como o afeto se constitui elemento estruturante para a construção da segurança emocional, da autonomia, da identidade e das aprendizagens significativas. O estudo destaca o papel do educador como mediador sensível, capaz de promover interações acolhedoras e responsivas, bem como a necessidade de parcerias efetivas entre escola e família para fortalecer os vínculos que sustentam o desenvolvimento infantil. Também são discutidos os desafios contemporâneos enfrentados pelas instituições educativas, incluindo demandas de trabalho, fragilização das relações sociais e impactos emocionais na prática docente. Conclui-se que o afeto deve ser compreendido como eixo central da prática pedagógica, configurando-se como base ética, humana e educativa indispensável à consolidação de experiências significativas nos primeiros anos de escolarização.