PÁTRIO PODER, COLONIALIDADE DE GÊNERO E DIREITO BRASILEIRO: permanências históricas e impactos contemporâneos

Revista de Direito Contemporâneo UNIDEP

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ISSN: 2764-7587
Editor Chefe: Murilo Henrique Garbin
Início Publicação: 31/01/2022
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Direito

PÁTRIO PODER, COLONIALIDADE DE GÊNERO E DIREITO BRASILEIRO: permanências históricas e impactos contemporâneos

Ano: 2026 | Volume: 5 | Número: 1
Autores: Julia Dambrós Marçal, Josiane Carine Wedig, Aloma Natalia da Silva
Autor Correspondente: Julia Dambrós Marçal | [email protected]

Palavras-chave: colonialidade de gênero, direito colonial, pátrio poder, direito das famílias, descolonização do direito

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo analisa em que medida as normas jurídicas relativas ao pátrio poder, formuladas pelo Estado brasileiro, contribuíram para a institucionalização da colonialidade de gênero e para a subalternização das mulheres. Adotamos uma abordagem teórico-crítica de natureza qualitativa, baseada em pesquisa bibliográfica e análise histórico-estrutural do direito brasileiro, com foco na formação jurídica herdada das tradições romana e portuguesa e na consolidação normativa expressa no Código Civil de 1916. O referencial teórico mobiliza aportes do feminismo decolonial, especialmente a noção de colonialidade de gênero, para examinar como a matriz jurídica eurocentrada e patriarcal estruturou as relações de poder no âmbito familiar. Concluímos que a construção normativa do pátrio poder no direito brasileiro contribuiu para a produção e reprodução de desigualdades de gênero.