A paisagem é um conceito polissêmico da geografia. Nas abordagens que proliferaram a partir da rejeição dos métodos neopositivistas que ascenderam na década de 1950, surgiram propostas de consideração da paisagem como um conceito que vai além da materialidade. Em meio as abordagens intersubjetivas da paisagem, disseminou-se entre um certo grupo de geógrafos a possibilidade de ver a paisagem por intermédio da metáfora paisagem-texto, e, por conseguinte, a paisagem como intertexto. O artigo objetiva analisar a possibilidade de avaliação das paisagens como textos e intertextos. Apontaremos também a limitação desta utilização, o que acaba por sugerir um meio do caminho metodológico entre a abordagem material e imaterial da paisagem.
The landscape is a polysemic concept of geography. In the approaches that proliferated from the rejection of the neopositivist methods that arising in the 1950s, proposals for considering the landscape as a concept that goes beyond materiality have emerged. In the midst of intersubjective approaches to landscape, the possibility of seeing the landscape through the ideia of landscape as a text metaphor was disseminated among a certain group of geographers, and therefore the landscape as an intertext. The article aims to analyze the possibility of evaluating landscapes as texts and intertexts. We will also point out the limitation of this use, which leave us to suggesting a methodological path between the material and immaterial approach to the landscape.