Este artigo tem como objetivo discutir as transformações nos papéis femininos dos
trabalhadores rurais envolvidos no processo de constituição do Assentamento Aruega
(Novo Cruzeiro/MG). Esse assentamento é resultado direto da primeira ocupação de
terra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em Minas Gerais,
em 1988. Seu processo de mobilização desencadeou transformações nas identidades
individuais e coletivas que redimensionaram os papéis femininos em relação aos cos-
tumes e expectativas tradicionais. Assim, buscou-se demonstrar como, ao atuar nesse
movimento social, as mulheres hoje assentadas assumiram uma postura de proemi-
nência, principalmente nas atividades organizativas no Assentamento.