Para uma reinterpretação da morte como consequência do pecado original

Atualidade Teológica

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ISSN: 16763742
Editor Chefe: Abimar Oliveira de Moraes
Início Publicação: 30/11/1997
Periodicidade: Semestral
Área de Estudo: Teologia

Para uma reinterpretação da morte como consequência do pecado original

Ano: 2019 | Volume: 23 | Número: 61
Autores: Renato Alves de Oliveira
Autor Correspondente: R. A. de Oliveira | [email protected]

Palavras-chave: Pecado original, Morte, Vida, Imortalidade, Reinterpretação

Resumos Cadastrados

Resumo Português:

Este artigo propõe uma nova hermenêutica da relação entre o pecado original e a morte. Para a refl exão bíblica (Gn 2–3; Rm 5,12) e a tradição cristã, a morte física teria entrado no mundo como fruto do pecado de Adão. A vida física teria passado de imortal à mortal, em razão do pecado. Esta visão clássica, que perdurou até os inícios do século XX, padece de um fi sicismo na compreensão do pecado original, da morte, da vida e da imortalidade paradisíaca. A visão fi sicista desses conceitos é reinterpretada à luz de uma percepção evolutiva do mundo, de uma refl exão bíblico-teológica mais ampliada sobre o conceito de morte, das contribuições antropológicas da fi losofi a contemporânea sobre a morte e de um horizonte mais existencial na abordagem desses conceitos. Dentro de uma nova interpretação, a morte seria consequência do pecado em virtude da forma que se experimenta o morrer como momento de angústia, de solidão e de sofrimento. O foco não estaria na morte física, mas no modo como se experimenta o morrer.



Resumo Inglês:

This article proposes a new hermeneutic of the relationship between original sin and death. For biblical refl ection (Gen 2–3; Rom 5:12) and the Christian tradition, physical death would have entered in the world as the fruit of Adam’s sin. Physical life would have passed from immortal to mortal, because of sin. This classic vision, which lasted until the beginning of the 20th century, suffers from a physicalism in the understanding of original sin, death, life and paradisiacal immortality. The physicist view of these notions is reinterpreted in the light of an evolutionary perception of the world, of a more biblical-theological refl ection on the concept of death, of the anthropological contributions of contemporary philosophy on death, and of a more existential horizon in approaching these concepts. Within a new interpretation, death would be a consequence of sin by the form in which death is experienced as a moment of anguish, loneliness, and suffering. The focus would not be on physical death, but on the way one experiences dying.